Era só entregar o livro e o anel, depois sair correndo e pegar o ônibus. Ta, isso seria realmente a coisa certa a ser feita, pensei em tudo, cada instante. Só esqueci que ele ia me segurar pra eu num ir embora, que ele ia me puxar, ia me abraçar,que ele ia notar cada detalhe, ou melhor defeito; ia me chamar de feia (centenas de vezes), que ele ia tentar me beijar, que ele ia conseguir me beijar, ooops’ … é, me beijou, mas dessa vez foi bem diferente daquela onde tudo renasceu, renovou. Dessa vez, eu não senti nada. Naquele momento eu pensei: “eu num to sentindo nada”, eu até tentei sentir, mas não aconteceu. Acho que é assim mesmo, todo o sentimento foi embora junto com a saudade. Ela pegou todas as tralhas e foi embora, sem deixar dor. Foi bem assim.
” - Ah, mãe, ela nem é bonita, mas gosto tanto de ficar perto dela.”
